Fernando Morgado: palestra no “Mídia Santa Catarina 2011″

Fernando Morgado no Mídia Santa Catarina 2011
Gostaria de agradecer à Ana Paula Souza, presidente do Grupo de Mídia Santa Catarina, e ao J. C. Bordin, da B21 Eventos, pelo convite para participar da edição 2011 do “Mídia Santa Catarina”. No evento – que ocorreu entre os dias 27 e 28 de outubro em Florianópolis –, minha palestra teve o tema “Rádio: a renovação de uma mídia” e buscou apresentar informações e conceitos que comprovam o quanto esta mídia está longe da extinção – pelo contrário: as novas tecnologias de produção e distribuição de conteúdo tem agido como grandes aliadas na expansão e modernização do rádio.
Em tempo: esta palestra foi dedicada à memória do radialista Luiz Mendes, nome fundamental do rádio brasileiro, especialmente no esporte – tendo, inclusive, participado da cobertura de 16 das 19 Copas do Mundo de Futebol já realizadas.
O portal Acontecendo Aqui fez uma grande cobertura do evento – que contou, inclusive, com transmissão ao vivo pela Internet. A gravação na íntegra da nossa palestra pode ser acessada em duas partes: parte 1 (clique aqui) e parte 2 (clique aqui).
Abaixo, segue a nota publicada em 28/10/2011 pelo Acontecendo Aqui a respeito da nossa palestra:
#midiasc2011 Rádio é o meio que melhor se adaptou à internet
Prestes a completar 90 anos de sua primeira transmissão no Brasil e num cenário de mais uma revolução tecnológica, o rádio mantém seu poder de alcance, sendo a 5ª mídia em investimentos publicitários em termos mundiais. A opinião é de Fernando Morgado, integrante da equipe de inteligência de mercado do Sistema Globo de Rádio (SGR), que fechou a manhã de trabalhos do Mídia Santa Catarina 2011 nesta sexta, com a palestra “Rádio: a renovação da mídia”.
Só no Brasil, campeão de consumo de aparelhos de rádio – digitais ou analógicos – são 10 mil emissoras de rádio que geram, direta ou indiretamente, cerca de 680 mil empregos. “E é o veículo cujo modelo de negócio e a linguagem de comunicação melhor se adaptaram à internet”, afirmou Morgado. Isso porque, na avaliação dele, ambos os meios possuem características iguais, como a interatividade. “Na página da Rádio Globo, os ouvintes podem criticar, conversar, questionar, falar bem, ou mal, e isso aparece direto, na tela do comunicador. E usa muito bem as redes sociais, twitter, facebook, que exigem monitoramento contínuo”, afirmou.
Morgado destacou ainda a popularidade do rádio, que revela uma relação de amizade entre os ouvintes e o veículo. “No caso da Rádio Globo, que tem 66 anos, na pesquisa que fizemos para definir ações para o reposicionamento da marca no mercado, as pessoas se referiam ao rádio como um companheiro, um amigo. A gente tem que lembrar que as pessoas que vivem sozinhas, ligam o rádio pela manhã para ter companhia. No carro, no trânsito, está sozinho, liga o rádio”. A partir disso, foi criado o mote “Rádio Globo: Bota Amizade Nisso!”, com a consequente adequação da linguagem visual da marca, que acabou provocando mudanças em todos os logotipos do Sistema Globo de Rádio. Ele destacou ainda a alta credibilidade do rádio e sua supremacia enquanto veículo de comunicação nas catástrofes. “Quando chegou a televisão, muitos achavam que o rádio ia morrer. Se fortaleceu e se ampliou. Com a internet, ele ampliou ainda mais seu poder, porque o rádio sempre foi interativo. Então, independente das tecnologias, o que não vai mudar nunca é a necessidade das pessoas de informação e entretenimento”, finalizou.

