Fernando Morgado na API

•15/01/2012 • 1 Comentário

No dia 8 de outubro de 2010, foi publicado na página da Associação Paraibana de Imprensa (API) um ótimo artigo assinado pelo secretário-geral da instituição, Gilson Souto Maior, sobre a relação entre o rádio e a Internet. O  texto repercute também algumas das considerações que fiz em “O futuro do rádio”. Abaixo, leia a reprodução do artigo de Gilson Souto Maior:

O Rádio e a Rede

Num artigo onde ele faz abordagem sobre o marcado do Rádio e TV, o conhecido homem de comunicação Fernando Morgado, fala sobre os futurólogos do setor que pregavam a extinção de determinadas formas de comunicação todas as vezes que surgiam novidades tecnológicas.  E o Rádio sempre foi visto como a bola da vez, não sendo, portanto, nenhuma novidade que alguns continuem assim pensando.

Por toda a sua tradição e por ser o veículo de público mais heterogêneo de todas as mídias, o Rádio sempre foi alvo dessa profecia que está caindo por terra, a cada dia, pois com a evolução na forma de transmissão, já ficou comprovado, não serem sinônimos de extinção as linguagens comunicativas.

O que se pode observar, atualmente, é que a internet está popularizando, ainda mais, o Rádio e, segundo alguns estudiosos, trazendo de volta um público que havia perdido o hábito de usar os aparelhos de rádio – o público jovem. O espaço está mais aberto para pessoas e empresas lançarem novas emissoras e, com isso, surge um campo aberto para novas músicas, oportunizando ainda o aparecimento de novos locutores, produtores, novos programas e marcas.

Ao ouvir rádio com o apoio das novas tecnologias, através da rede mundial de computadores, todos nós fomos transformados em cidadãos do mundo. Com o telefone celular, por exemplo, você pode levar o mundo também no bolso ou na sua bolsa. São as convergências das mídias fazendo esta união, cada vez mais forte com a internet, unindo o nosso querido e popular veículo – o rádio – e, com o apoio dela, convergindo para outras mídias.

“O rádio na internet é, ainda, a sociedade oral recuperando o poder e a importância que perdeu para a sociedade letrada” (Kerckhove-2007).

Vivemos, na verdade, um momento dos mais positivos para o Rádio, que por sua vez, vive uma fase de maior interação com o público ouvinte, que pode se comunicar através de e-mails, sala de bate-papo e interferir mais instantaneamente na programação.

Vivenciamos, também, um momento mais democrático, onde os canais de comunicação são mais fáceis, incentivando-nos a uma participação mais efetiva ao usá-los, especialmente o Rádio.

Amigo do taxista, do caminhoneiro, da dona de casa e do torcedor de futebol, o rádio continua sendo o nosso amigo de todas as horas e o veículo de comunicação mais popular do país. Assim podemos afirmar: o Rádio e a Rede vão muito bem.

Fernando Morgado no jornal “O Estado de S. Paulo”

•08/12/2011 • Deixe um comentário

Em 7 de dezembro de 2011, a colunista Cristina Padiglione, d’O Estado de São Paulo, publicou uma nota que marcou a conclusão de um projeto importante para todos aqueles que amam a TV brasileira e preocupam-se com a preservação da sua história. Tive o prazer ter trabalhado nesta iniciativa, que começou com um sonho do doutor em teledramaturgia pela USP e consultor da TV Globo, Mauro Alencar: reconstituir a abertura de novelas fundamentais, mas que acabaram sendo perdidas por causa de incêndios ou problemas derivados da má conservação. Os Ossos do Barão (1973) era sua primeira meta.

Inicialmente, Mauro havia conseguido com Cyro del Nero — profissional responsável pelo visual da Globo no início da década de 1970 — todas as fotografias empregadas na abertura original e que refletiam muito bem o estilo de vida da aristocracia paulista durante a época de ouro do café. O desafio era — com o auxílio da impressionante memória de Mauro Alencar — compor novamente aquelas imagens da forma exata como elas eram levadas ao ar a cada início de capítulo, casando-as perfeitamente com a música-tema (Os Ossos do Barão, de Marcos Valle) e as entradas e saídas de GCs e cartelas.

Fui apresentado a este desafio em 2008 e, a partir de então, pude realizar a execução da abertura, que contou também, mais recentemente, com o trabalho de finalização da CGCOM (Central Globo de Comunicação). No total, foram mais de três anos de projeto, concluído justamente quando o Brasil celebra os 60 anos da sua teledramaturgia.

Em comemoração a esta data, inclusive, será apresentada na sexta-feira, 9/12, uma edição especial do Globo Repórter que, caso haja tempo, poderá exibir esta abertura reconstituída pela primeira vez.

Abaixo, a reprodução da nota de Cristina Padiglione, d’O Estado de São Paulo, publicada em 7/12/2011.

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Atualização: a edição de 9/12/2011 do Globo Repórter levou ao ar um trecho da abertura de Os Ossos do Barão que reconstituímos. Você pode assistí-lo a partir dos 58 segundos do vídeo abaixo:

Fernando Morgado: depoimento ESPM – Vestibular 2012

•04/12/2011 • Deixe um comentário

Por ocasião do vestibular 2012, a ESPM convocou ex-alunos para falarem das suas trajetórias profissionais. Tive a honra de ser um dos participantes deste projeto, realizado pela Biruta Ideias Mirabolantes. Assista:

Fernando Morgado na Revista AMIRT

•21/11/2011 • Deixe um comentário

Nosso artigo A terceira era do rádio e da TV foi publicado na mais recente edição (setembro/outubro de 2011) da Revista AMIRT - Associação Mineira de Rádio e Televisão. Veja a reprodução da página (clique para ampliar):

Fernando Morgado: palestra no “Mídia Santa Catarina 2011″

•29/10/2011 • Deixe um comentário
Fernando Morgado no Mídia Santa Catarina 2011

Fernando Morgado no Mídia Santa Catarina 2011

Gostaria de agradecer à Ana Paula Souza, presidente do Grupo de Mídia Santa Catarina, e ao J. C. Bordin, da B21 Eventos, pelo convite para participar da edição 2011 do “Mídia Santa Catarina”. No evento – que ocorreu entre os dias 27 e 28 de outubro em Florianópolis –, minha palestra teve o tema “Rádio: a renovação de uma mídia” e buscou apresentar informações e conceitos que comprovam o quanto esta mídia está longe da extinção – pelo contrário: as novas tecnologias de produção e distribuição de conteúdo tem agido como grandes aliadas na expansão e modernização do rádio.

Em tempo: esta palestra foi dedicada à memória do radialista Luiz Mendes, nome fundamental do rádio brasileiro, especialmente no esporte – tendo, inclusive, participado da cobertura de 16 das 19 Copas do Mundo de Futebol já realizadas.

O portal Acontecendo Aqui fez uma grande cobertura do evento – que contou, inclusive, com transmissão ao vivo pela Internet. A gravação na íntegra da nossa palestra pode ser acessada em duas partes: parte 1 (clique aqui) e parte 2 (clique aqui).

Abaixo, segue a nota publicada em 28/10/2011 pelo Acontecendo Aqui a respeito da nossa palestra:

#midiasc2011 Rádio é o meio que melhor se adaptou à internet

Prestes a completar 90 anos de sua primeira transmissão no Brasil e num cenário de mais uma revolução tecnológica, o rádio mantém seu poder de alcance, sendo a 5ª mídia em investimentos publicitários em termos mundiais. A opinião é de Fernando Morgado, integrante da equipe de inteligência de mercado do Sistema Globo de Rádio (SGR), que fechou a manhã de trabalhos do Mídia Santa Catarina 2011 nesta sexta, com a palestra “Rádio: a renovação da mídia”.

Só no Brasil, campeão de consumo de aparelhos de rádio – digitais ou analógicos – são 10 mil emissoras de rádio que geram, direta ou indiretamente, cerca de 680 mil empregos. “E é o veículo cujo modelo de negócio e a linguagem de comunicação melhor se adaptaram à internet”, afirmou Morgado. Isso porque, na avaliação dele, ambos os meios possuem características iguais, como a interatividade. “Na página da Rádio Globo, os ouvintes podem criticar, conversar, questionar, falar bem, ou mal, e isso aparece direto, na tela do comunicador. E usa muito bem as redes sociais, twitter, facebook, que exigem monitoramento contínuo”, afirmou.

Morgado destacou ainda a popularidade do rádio, que revela uma relação de amizade entre os ouvintes e o veículo. “No caso da Rádio Globo, que tem 66 anos, na pesquisa que fizemos para definir ações para o reposicionamento da marca no mercado, as pessoas se referiam ao rádio como um companheiro, um amigo. A gente tem que lembrar que as pessoas que vivem sozinhas, ligam o rádio pela manhã para ter companhia. No carro, no trânsito, está sozinho, liga o rádio”. A partir disso, foi criado o mote “Rádio Globo: Bota Amizade Nisso!”, com a consequente adequação da linguagem visual da marca, que acabou provocando mudanças em todos os logotipos do Sistema Globo de Rádio. Ele destacou ainda a alta credibilidade do rádio e sua supremacia enquanto veículo de comunicação nas catástrofes. “Quando chegou a televisão, muitos achavam que o rádio ia morrer. Se fortaleceu e se ampliou. Com a internet, ele ampliou ainda mais seu poder, porque o rádio sempre foi interativo. Então, independente das tecnologias, o que não vai mudar nunca é a necessidade das pessoas de informação e entretenimento”, finalizou.

A terceira era do rádio e da TV

•26/09/2011 • Deixe um comentário

No dia 25 de setembro é comemorado o Dia da Radiodifusão. Revisitar o passado é uma prática comum — e saudável — em datas como esta. De certa forma, também vou fazê-lo neste artigo, mas com o objetivo de mostrar como as emissoras de rádio e televisão foram mudando a forma como viabilizam financeiramente suas atividades até chegar aos dias atuais, quando as novas tecnologias impõem uma reflexão profunda sobre a dinâmica do mercado de mídia em todo o mundo.

Do ponto de vista comercial, podemos dividir a história da radiodifusão em três eras, de acordo com o que as emissoras efetivamente entregam aos seus anunciantes. Assim como em outras ‘eras’ do marketing, as que proponho aqui não possuem início ou final definidos, mas sinalizam práticas que prevaleceram — ou ainda prevalecem — no mercado e permitiram que as emissoras se mantivessem economicamente viáveis durante todos estes anos. Também não se tratam de modelos certos ou errados, mas apenas diferentes entre si. Em comum entre eles, somente o fato de terem nascido como uma resposta das empresas às mudanças sofridas pelo seu ambiente de negócios e das quais não poderiam mais fugir.

Na primeira era, as emissoras faziam mais dinheiro vendendo programas inteirosA priori, parecia um modelo bastante interessante, pois a estação deixava de se preocupar com a produção — que ficava sob responsabilidade das agências de propaganda – e ainda recebia dos anunciantes. Foi o caso, por exemplo, d’O Repórter Esso, do Noite de Gala — patrocinado pelas lojas O Rei da Voz — e das novelas Gessy Lever. Em contrapartida, esses anunciantes detinham a exclusividade dos intervalos comerciais durante as suas atrações, o que acabou tornando-se um problema a medida que as audiências foram crescendo. Num determinado momento, as estações começaram a ver que o dinheiro que deixavam de ganhar durante esses intervalos estava se tornando muito maior do que aquele que deixavam de gastar ao entregar suas produções.

A primeira solução encontrada foi passar a vender espaços entre os programas, o que fez nascer blocos comerciais com quase uma hora de duração! Para dar um basta nisso, o polêmico presidente Jânio Quadros baixou um decreto que limitava os intervalos em até três minutos — podendo chegar a oito somente no caso de mensagens ao vivo, a fim de preservar o mercado de trabalho das garotas-propaganda.

Um dos únicos profissionais a comemorar essa medida foi Walter Clark, quando ainda trabalhava na área comercial da TV Rio. Conforme consta em sua autobiografia O campeão de audiência (Best Seller, 1991), escrita com o jornalista Gabriel Priolli, Clark implantou os trinta segundos como padrão para os comerciais e criou programetes durante o horário nobre — chamados de strips — para dar uma maior unidade à grade e ainda valorizar o espaço entre as principais atrações, enquanto elas ainda não passavam a ser responsabilidade da própria emissora.

Foram sobre estas bases que a chamada programação vertical e horizontal viria a se desenvolver no Brasil e a segunda era do rádio e da TV seria consolidada: agora, vendem-se segundos.

Essa é a pedra angular do modelo de negócio de qualquer emissora comercial de rádio e TV do mundo até os dias atuais e só é possível graças ao controle rígido tanto do tempo de arte – ou seja, das atrações propriamente ditas — quanto da publicidade — o que é assegurado pelo trabalho do departamento de operações comerciais (mais conhecido como OPEC). Neste esquema, valem mais os programas de maior audiência de cada estação — que, normalmente, estão localizados nas faixas de maior atração de público de cada mídia (a manhã para o rádio e a noite para a TV). Os outros horários são sustentados pelos anúncios rotativos ou por programas dirigidos a targets mais específicos — como crianças e donas-de-casa, por exemplo — e que se tornam um investimento mais eficiente para a comunicação de muitos produtos e serviços.

Mesmo que uma emissora consiga vender todos os segundos que tem disponíveis em sua grade comercial — o que é muito difícil —, haverá sempre um teto onde a geração de receita de uma emissora pode bater.

Essa é uma das tantas especificidades presentes no mercado de mídia eletrônica e, para superá-la, começa a surgir a terceira era do rádio e da TV, baseada na venda de marcas e experiências. Conforme já disse no artigo “O futuro do rádio”, mais do que tempo, as emissoras promovem e vendem relacionamentos – seja entre pessoas, seja entre pessoas e empresas. Estas relações, como quaisquer outras, são mediadas por valores que, no caso das emissoras, são transmitidos através de suas marcas.

Com o avanço das novas tecnologias — Internet, mobile, TV paga etc. — e a consolidação de formas já conhecidas de difusão de conteúdo — eventos, licenciamentos ou até mesmo a educação formal —, os grupos de comunicação tem de estar cada vez mais atentos para perceberem quais dessas novas ‘janelas’ podem ser abertas por cada uma das suas marcas, para que elas avistem seus públicos de novas formas e de formas mais eficientes, criando fontes de receitas vindas diretamente do seu público final (ouvinte ou telespectador) ou opções integradas e diferenciadas para que seu público intermediário (anunciante) possa investir.

Mais do que o futuro, o presente do rádio e da televisão — e, por que não dizer, da mídia em geral — está na integração das marcas e conteúdos construídas nas mídias mais tradicionais com as possibilidades trazidas pelas novas formas de se informar e se entreter que nascem a todo o momento. Nunca se tratará de escolher uma ou outra plataforma: estar presente em todos os lugares, de todas as formas, é um fator crucial para o sucesso de qualquer veículo de comunicação, ainda que muitas dessas novas atividades não estejam gerando a receita que se gostaria. Ninguém duvida que esta receita um dia chegará, e quando isto acontecer, todos temos de estar prontos para aproveitá-la da melhor forma possível.

Fernando Morgado no “Diário de Pernambuco”

•13/08/2011 • 1 Comentário

A edição de domingo, 7 de agosto de 2011, do Diário de Pernambuco trouxe uma interessante reportagem que comprova o quanto o rádio continua sendo capaz de atrair o público jovem. Agora, até o tradicional aparelho receptor voltou à moda e virou objeto de desejo em Recife. Os modelos são cada vez mais diferenciados e ganham desde entrada USB até iluminação com LED.

Ao final da matéria, é citado o artigo O futuro do rádio (clique aqui para ler), de Fernando Morgado, para ilustrar o quanto este meio permanece importante e foi beneficiado pelas novas formas de transmissão e consumo que surgiram nos últimos tempos.

Obrigado a repórter Aline de Souza, do Diário de Pernambuco, e a professora Ana Veloso (Unicap-PE), integrante do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Abaixo, a reprodução da reportagem A nova era do rádio, publicada no Diário de Pernambuco de 7 de agosto de 2011. Obrigado também ao Myckon Freitas, nosso seguidor no Twitter, por enviar esta reprodução.

A força do rádio

•07/08/2011 • 1 Comentário

Sendo a única mídia que ainda supera a audiência da televisão em algum momento do dia — no caso, pela manhã — e estando presente em 87,9% dos domicílios brasileiros (PNAD 2009), é indiscutível que o rádio mantém-se relevante enquanto atratora de público e geradora de negócios. Mais do que isso: é uma das únicas mídias que trata a prestação de serviço público como um diferencial competitivo e não como um estorvo. Tudo isso fica ainda mais evidente durante os momentos críticos vividos por uma sociedade, quando uma informação pode, literalmente, salvar milhares de vidas.

Para comprovar isso, nem será necessário recorrer aos conhecidos exemplos da chamada “era de ouro”. Mesmo em tempos de iMacs, iPhones e iPads, nada supera a força do rádio como fonte onipresente de informação nas horas mais importantes, mesmo nos países tecnologicamente mais desenvolvidos.

Japão
Em março de 2011, o Japão foi assolado por uma das maiores catástrofes naturais da sua história, deixando milhares de mortos, desaparecidos e refugiados, além de um acidente nuclear cujas consequências para o futuro ainda não podem ser medidas com exatidão. Naquele momento, todas as grandes corporações japonesas se mobilizaram para ajudar e a Sony — marca diretamente associada com a reconstrução do país após a II Guerra Mundial — também procurou fazer a sua parte, desenvolvendo um equipamento específico para ser doado aos atingidos pela tragédia. Enganaram-se aqueles que pensaram num novo modelo de smartphone ou de tablet: toda a alta tecnologia da Sony foi concentrada num… radinho! Além de sintonizar AM/FM, o Sony ICF-B02 possui lanternas, apito e pode funcionar tanto com pilhas quanto pela força gerada manualmente através de uma manivela. Com o auxilio de um adaptador, a energia produzida com o radinho pode ser usada também para carregar um telefone celular.

Chile
O Chile, outro país assolado pela fúria da natureza, também tem uma história importante com o rádio. Após o grande terremoto ocorrido em 2010, o OmnicomMediagroup realizou uma pesquisa para verificar como se deu o consumo de mídia durante a tragédia. Quando perguntados sobre qual meio consideravam o mais confiável para se informarem numa situação fora do normal ou limite, 67,8% dos entrevistados responderam: rádio. Em tempo: o meio jornal ficou em 2º (13%), a TV em 3º (9,6%) e a Internet em 4º (5,2%). Lembrando que o Chile possui um excelente sistema de televisão pública — conforme já abordado num artigo anterior —, quase 40% dos lares possuem TV paga e mais de 35% tem acesso à web — isso sem falar dos celulares 3G (dados da Subsecretaria de Telecomunicações do governo chileno).

Brasil
Voltando um pouco mais no tempo, pode-se também citar como exemplo o apagão ocorrido em 2009, que deixou quase meio Brasil sem luz. Para a maioria esmagadora dos cidadãos, que ficou sem poder ligar a TV ou não possuíam notebooks nem telefones com conexão à Internet, o rádio foi por onde descobriram as proporções do problema, ficaram sabendo das condições de trânsito e ainda foram informados das primeiras ações por parte do governo. Aqueles que puderam acessar as redes sociais — especialmente o Twitter — tiveram condições não apenas de repercutir os acontecimentos com seus amigos, mas também informar as emissoras de rádio sobre o que estava acontecendo na sua região. Segundo reportagem do Meio & Mensagem de 11 de novembro de 2009, a CBN “registrou um aumento de mensagens entre 200% e 300% em comparação com os dias normais”.

Interatividade, agilidade e mobilidade: as palavras de ordem da era digital e que estão presentes desde o rádio de Galena fazem a diferença nas horas em que a informação é mais necessária. Muito além das questões tecnológicas, a força do rádio nasce justamente dos diferenciais intrinsecos à sua linguagem e que fazem dela uma mídia ainda indispensável e insubstiutuível.

 
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