“Fernando Morgado Televisionado” é destaque no prêmio Top Blog

•03/07/2009 • Deixe um comentário

TV Tupi e Pepsi: a parceria

•22/06/2009 • Deixe um comentário

Marcas da Rede Tupi de Televisão e da Pepsi nos anos 1970

Em sua autobiografia “Minhas Bandeiras de Luta” (Fundação Assis Chateaubriand, 1999), João Calmon contou, em detalhes, boa parte de sua intensa trajetória de vida. O trabalho como senador da República e presidente dos Diários e Emissoras Associados permitiu que ele participasse ativamente de muitos dos momentos mais importantes da história recente do Brasil.

Uma das passagens mais interessantes dessa rica biografia – e que nunca havia sido divulgada para o grande público – envolveu a gigante americana Pepsi. Seguem abaixo alguns trechos que tratam desse assunto no livro “Minhas Bandeiras de Luta”.

“[...] reunimo-nos na tarde do dia 23 [de janeiro de 1977] com o chairman of the board da Pepsi, Donald Kendall. Marido de Joan Crawford, ele era o responsável, entre outras grandes realizações, pelo ingresso da empresa na Europa Oriental, inclusive com a instalação de uma fábrica na União Soviética.”

[...]

“A conversa, foi, no geral, dirigida para a Política e para a Educação. Só mais tarde é que discutimos negócio. [...] Acabamos por examinar em termos mais concretos apenas a possibilidade de uma joint venture entre os Diários Associados e a Pepsi em torno de empresas que faziam o engarrafamento do produto no Brasil.”

[...]

“[...] No dia seguinte [24/1/1977], fomos à sede da Pepsi. A conversa não foi longa, mas pudemos chegar a uma conclusão. A proposta de Teddy [responsável pela Pepsi na área norte da América Latina] não nos interessava.”

Provavelmente, esta proposta de sociedade com os Diários Associados buscava repetir no Brasil a história de sucesso que a Pepsi havia escrito na Venezuela, onde a marca era cuidada pela família Cisneros, proprietária da maior rede de TV daquele país (Venevisión).

Como o negócio de bebidas depende fortemente de divulgação, o fato de contar com um grupo de comunicação com o alcançe dos Associados poderia ser encarado pelos executivos estadunidenses como uma garantia de sucesso para da Pepsi no Brasil.

Outro empresário importante da comunicação, Adolpho Bloch, também tem uma passagem interessante numa área industrial distinta de sua atividade principal. Antes de montar a Rede Manchete de Televisão, Bloch tinha o projeto de montar a primeira fábrica de latinhas de alumínio sem costura do Brasil.

“Foi nessa mesma estada em Nova Iorque [em 1981] que, durante uma reunião do American Jewish Committee, fui procurado pelo senhor Norman Alexander que se apresentou como diretor da Rutherford Company. Eu conheço a firma – que estava fabricando máquinas para imprimir latas de alumínio sem costura para bebidas. Era então uma novidade, pois as latas que usavam no Brasil eram de folha-de-flandres e tinham costura. Conhecia a técnica e achei que seria um grande negócio investir no setor. Contudo, não quis fechar o contrato na hora. Disse que regressaria ao Brasil e depois voltariamos a falar no assunto.”

“Pessoalmente, eu preferia continuar investindo na editora, visitando exposições de máquinas gráficas, de livros, revistas e, com o tempo, concretizando o projeto de fabricar latas de alumínio – uma novidade no mercado brasileiro. Possuía em Água Grande instalações de 30 mil metros quadrados para a nova indústria, cujo ramo é parecido com o meu. Para isso, eu tinha recursos mais que suficientes. Para iniciar a televisão, entre outros projetos, eu tinha de comprar de uma só vez 12 milhões de dólares em filmes que poderiam ser transmitidos apenas três vezes no espaço de dois anos. E em dois anos, meus amigos, os 12 milhões de dólares viravam fumaça.”

Os trechos acima foram retirados do artigo “De Kiev ao Rio: Adolpho Bloch – Uma história de Sucesso”, publicado na Manchete nº 2.217 (22/11/1995) e novamente publicado na edição especial de 45 anos da revista.

TV Tupi: vídeo do fim da emissora

•20/06/2009 • Deixe um comentário

Postado no YouTube por jorjaorodrigues, o vídeo abaixo registra os últimos momentos da TV Tupi carioca, que saiu do ar em 18 de julho de 1980.

Diversos rostos famosos podem ser reconhecidos nesta reportagem da TV Guanabara (atual Band Rio)  sobre os bastidores da vigília comandada pelos funcionários da emissora Associada, que lutavam para que a estação pioneira do Rio de Janeiro não saísse do ar.

Silvio Santos e os maiores animadores da América do Sul

•12/06/2009 • Deixe um comentário

As décadas de 1960 e 1970 foram decisivas na consolidação da televisão por toda a América do Sul. O Brasil, que havia sido o pioneiro na implantação desta mídia (em 1950), entrava na fase de expansão da TV entre todas as classes sociais, fazendo com que ela deixasse de ser um meio de diversão e informação apenas para os ricos e se transformasse em algo efetivamente popular.

Movimentos semelhantes também aconteciam na Argentina (cuja televisão nasceu em 1951) e na Venezuela (que começou em 1952), ao mesmo tempo em que países como o Chile ainda estavam numa fase muito embrionária do seu projeto de TV (que só veio a se consolidar em 1962, após a realização da Copa do Mundo naquele país).

Neste período de implantação e popularização, é inegável a importância dos programas de auditório, que até os dias atuais atraem audiências muito expressivas.

Dentro deste gênero, existe uma categoria que se destaca ainda mais e recebe nomes diferentes em vários países: ônibus, contêiner, tele-maratonas… São atrações de longa duração (6, 8, 10 ou até 12 horas seguidas) onde cabe de tudo: de reportagens jornalísticas a musicais, passando por gincanas, sorteios, entrevistas… Tudo isso como forma de alcançar aos mais variados segmentos de público.

Exatamente como qualquer outro programa de auditório, esses shows se baseam fortemente na personalidade e na genialidade dos seus animadores que, através de seus estilos particulares, fizeram escola e mudaram os rumos da televisão latino-americana.

A elevadíssima exposição da imagem desses comunicadores ajudou a transformá-los nas figuras de maior importância da TV em seus países. Muitas vezes, a influência deles ultrapassa os palcos e chega a diversos outros setores, especialmente o comercial, já que muitos se tornam produtores de suas próprias atrações, atuam junto às agências de publicidade e chegam até a serem seus próprios (e maiores) anunciantes.

No Brasil, a maior figura dentro desta classe é Silvio Santos, enquanto Amador Bendayán destacou-se na Venezuela, Nicolás “Pipo” Mancera na Argentina e Don Francisco no Chile (e, hoje em dia, também nos Estados Unidos e em mais de 40 outros países).

Neste artigo, você vai conhecer um pouco mais da história desses quatro grandes animadores sul-americanos e seus respectivos programas. Será um passeio pela América do Sul através da evolução da sua televisão.

Don Francisco: “Sabados Gigantes” e “Sabado Gigante”

Mario Kreutzberger Blumenfeld (nome verdadeiro de Don Francisco) nasceu em 1940 na cidade de Talca, Chile. Seu interesse pelos palcos começou quando ainda era jovem e passou a se dedicar também ao teatro e a animação de festas voltadas para a comunidade judaica (da qual faz parte). Depois de alguns anos trabalhando com seu pai, um alfaiate que havia construído uma pequena fábrica de roupas, foi para Nova Iorque estudar moda e foi lá, no pequeno quarto do hotel onde iria se hospedar, que descobriu um aparelho que mudaria sua vida para sempre: a televisão.

Enquanto estudava, Mario buscava mais conhecimentos sobre TV e, quando regressou ao Chile, buscou aplicar em sua terra natal aquilo que havia visto nos EUA. Ele havia ficado fascinado especialmente pelos programas de auditório repletos de prêmios, luzes e animação.

Com esta inspiração (e após muita insistência em conseguir um espaço no canal de televisão da PUC chilena), entrou no ar, em 1962, “El Show Dominical”, que depois mudou de dia e virou “Sabados Gigantes”. Este programa inaugurou as transmissões de TV aos sábados no Chile e foi um dos pioneiros na apresentação de anúncios.

O sucesso comercial e o gradual aumento de audiência da recém-lançada TV chilena fizeram com que “Sabados Gigantes” saltasse de 1 para 8 horas ao vivo e se transformasse no principal programa daquele país (com quase 80% de participação na audiência).

Dentre os seus diversos quadros, destaca-se “La Cámara Viajera”: o mais antigo segmento do programa e que permanece no ar até hoje. Nele, Don Francisco registra paisagens e personagens marcantes dos lugares mais interessantes e insólitos do planeta. “La Cámara Viajera” já apresentou mais de 1.500 reportagens gravadas em quase 130 países.

Em 1986, depois de fazer algumas sondagens no exterior, Don Francisco lançou uma versão do seu programa nos Estados Unidos através do canal 23 de Miami: uma emissora que, na época, não possuía nem a estrutura mínima necessária para se produzir televisão.

Alertado de que a colônia hispânica nos EUA não tinha o hábito de pronunciar o “s” ao final das palavras, Mario alterou o nome do seu programa para “Sabado Gigante Internacional”.

Hoje, Don Francisco prossegue pela Univision (nascida a partir do canal 23 de Miami e que, hoje, é maior rede de TV em espanhol dos Estados Unidos) e em mais de quarenta países que retransmitem o VT do seu programa, alcançando uma audiência de mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo.

Veja abaixo um vídeo que resume a história do “Sabados Gigantes”/”Sabado Gigante” (postado por rocodi)

Nicolás “Pipo” Mancera: “Sabados Circulares”

Nascido em 20 de dezembro de 1930, Nicolás “Pipo” Mancera é considerado como um dos “inventores” da televisão argentina e seu programa, “Sabados Circulares”, foi o precursor dos espetáculos de longa duração, da produção independente, das “pegadinhas” e da transmissão via satélite na Argentina (em 1969, diretamente de Roma).

Don Francisco (ao centro) e "Pipo" (o primeiro da direita para a esquerda)

Nicolás “Pipo” Mancera (o primeiro da direita para esquerda) e Don Francisco (ao centro) em foto dos anos 1960 (fonte: livro ”Don Francisco: entre la espada y la TV”)

“Sabados Circulares” foi lançado em 6 de janeiro de 1962 e inicialmente estava programado apenas para a temporada de verão do canal 9 de Buenos Aires, mas o sucesso foi tanto que a atração permanaceu no ar por 12 anos, alcançando todo o território argentino além de parte do Uruguai e do Chile.

Durante esta trajetória, “Sabados Circulares” registrou momentos muito marcantes tanto para a TV quanto para a própria cultura argentina, como a primeira aparição pública de Diego Maradona. Com apenas dez anos de idade, o pequeno Diego fez embaixadinhas e falou sobre seu maior sonho: ser jogador da seleção argentina.

Foram marcantes também os momentos em que “Pipo” desafiou a própria vida limpando as janelas de um arranha-céu, domando leões, saltando de pára-quedas, andando pelos esgotos de Buenos Aires e até escapando de um baú trancado no fundo de um rio (bem ao estilo de Houdini).

"Pipo" Mancera e a caricatura que sempre o acompanhou

“Pipo” em 2007: retorno à TV com “Sabados Circulares”

Em 11/11/1974, “Sabados Circulares” saiu do ar (nesta época ele já estava em outro canal, o 11). As imagens deste importante período da TV argentina foram preservadas pelo apresentador, que, depois de muitos anos afastados da telinha, voltou a apresentar esses momentos através de uma série especial no canal de notícias por assinatura Crónica TV em 2007.

O legado de “Sabados Circulares” foi seguido nos anos seguintes pelos programas “Sabados de la Bondad” (canal 9) e “Badia y Compañia” (canal 13), que travavam uma grande disputa pela audiência argentina aos sábados. Confira abaixo o vídeo que tem chamadas destes dois programas (postado por lateledelrecuerdo).

Amador Bendayán: “Sabado Sensacional”

A versatilidade e a grande inteligência foram características fundamentais para o êxito artístico de Amador Bendayán (nascido em 11/11/1920).

Entre as décadas de 1950 e 1960, Amador construiu uma brilhante carreira como humorista no cinema e no rádio, o que acabou despertando, em 1968, o interesse da RCTV (Radio Caracas Televisión) em tê-lo como apresentador de um programa de auditório de longa duração: “Sabado Espetacular”.

O sucesso chamou a atenção da concorrência e, em 1971, Amador Bendayán transferiu-se para Venevisión, onde passou a receber maiores rendimentos e comandou, a partir de 1972, o programa que se tornou uma das maiores audiências da história da TV latino-americana: “Sabado Sensacional”.

A atração ganhou fama internacional ao receber convidados como, por exemplo, os Jackson Five e o ator John Travolta (na época do filme “Os Embalos de Sábado à Noite”).

Depois de mais de quinze anos comandando ininterruptamente o seu “Sabado”, Amador começou a sentir os efeitos do fumo, da diabetes e do excesso de trabalho. Suas ausências tornavam-se cada vez mais frequentes e o comando da sua maratona televisiva ficava cada vez mais difícil. Para ajudá-lo nesta tarefa, Napoleón Bravo, Miriam Ochoa e Gilberto Correa começaram a se revezar na condução dos quadros, enquanto o animador oficial permanecia no hospital. Neste período, ficou popular o lema “Ânimo Amador!”, que era cantado por todo o público como forma de motivar o apresentador a se recuperar.

Quando sentia que já não possuia mais forças para continuar, Amador chamou Ricardo Peña, produtor-executivo do “Sabado Sensacional” e seu grande amigo pessoal, para redigir uma carta de despedida endereçada ao público venezuelano. Esta mensagem foi lida ao vivo por Gilberto Correa no sábado seguinte à morte de Amador Bendayán (ocorrida em 4/8/1989) e comoveu todo o país.

Seu grande legado, além da TV, foi a criação da Fundación Casa del Artista: instituição destinada originalmente para, através de um orfanato e de um asilo, oferecer melhores condições de vida aos mais necessitados.

Após a morte de Amador, “Sabado Sensacional” passou a ser comandado oficialmente por Gilberto Correa até 1997, quando Daniel Sarcos assumiu a atração (permanecendo até hoje). Em 1990, o nome do programa mudou para “Super Sabado Sensacional”.

O único programa que conseguiu disputar a liderança de audiência com “Sábado Sensacional” foi “El Show de Fantástico”, apresentado por Guillermo “Fantástico” González (que chegaria a ser acionista, no início dos anos 1990, da Televen: a terceira emissora privada de TV da Venezuela).

Veja abaixo um documentário (em quatro partes) produzido pelo canal venezuelano Globovisión contando a vida e a obra de Amador Bendayán (postado por dfmyab85).

Confira também um vídeo preparado pela Venevisión que apresenta as novidades do “Sabado Sensacional” para 1989: o último ano com Amador Bendayán (postado por miguelier)

Silvio Santos: “Programa Silvio Santos”

Senor Abravanel (nome verdadeiro de Silvio Santos) nasceu em 12/12/1930 na cidade do Rio de Janeiro. Começou a trabalhar como camelô aos 14 anos de idade e, indicado por um ‘rapa’ (policial encarregado de prender vendedores ambulantes), fez um teste na Rádio Guanabara e acabou tirando o primeiro lugar. A partir daí, simultaneamente com a sua evolução como vendedor, Silvio foi ganhando novas oportunidades também no meio artístico.

Após ajudar Manoel de Nóbrega a recuperar o Baú da Felicidade, Silvio Santos se tornou dono desta empresa e, mais tarde, seu principal garoto-propaganda. Este empreendimento, somado ao êxito no rádio, fizeram com que ele chegasse à TV e lançasse seu primeiro programa: “Vamos Brincar de Forca” (criado inicialmente para fazer propaganda apenas do Baú).

O crescimento da audiência, do número de anunciantes e dos negócios do próprio Silvio Santos fizeram com que seu espaço na telinha aumentasse e ganhasse mais atrações, até que em 1968 todos estes segmentos se uniram em torno de um novo nome: “Programa Silvio Santos” (PSS).

Mesmo que debaixo de um único título na programação, o público via nesta maratona dominical (que chegou a ter 12 horas de duração) uma sequencia de programas com nomes, cenários e andamentos muito diferentes entre si. Tratava-se de uma programação que comportava segmentos para todos os gostos: de brincadeiras infantis (”Domingo no Parque”) até relacionamentos amorosos (”Namoro na TV”, “Em Nome do Amor”), passando por sorteios (”Pião da Casa Própria”), gincanas (”Cidade Contra Cidade”), musicais (”Os Galãs Cantam e Dançam na TV”, “Vamos Nessa”) e muitos outros. Alguns pesquisadores chegam a afirmar que Silvio Santos já apresentou mais de 120 atrações diferentes em sua carreira.

Maria Celeste Mira, em seu livro “Circo Eletrônico: Silvio Santos e o SBT” (Olho D’água/Ed. Loyola, 1994), fala sobre este modelo especial adotado pelo “Programa Silvio Santos”:

“O caso do ‘Programa Silvio Santos’ é exemplar: gravado em blocos, conforme a disponibilidade do animador e a alocação dos horários do teatro, ele é transmitido, durante dez horas, como se fosse um único programa. Um truque: em todos os segmentos que irão ao ar no mesmo dia, Silvio Santos usa o mesmo terno. Nos quadros em que é substituído por Gugu, anuncia o apresentador, como se estivesse alí, aguardando a sua entrada em cena. O auditório muda, mas o espectador não percebe. As interrupções da gravação, entre um segmento e outro, ou as demoras de tempo entre os blocos, são suprimidas, dando a impressão de que o programa se desenrola, durante todo o domingo, em tempo real.”

Muitos destes “blocos” foram inspirados em sucessos internacionais. Em entrevista para a revista “Cartaz” de 27/7/1972, Silvio falou de suas impressões sobre um programa de longa duração que havia visto no Japão (fonte: TV-Pesquisa):

“Na TV japonesa, existe também um programa aos domingos, de longa duração (vai das 10 da manhã às 11 da noite), mas não é com um só apresentador. São muito comunicativos, mas não têm qualquer sofisticação. O esquema do programa é muito semelhante aos nossos: calouros, concursos, brincadeiras, auditórios etc. Mas ninguém se preocupa muito com a possibilidade de errar em cena, parece que o programa é feito intencionalmente para dar a idéia de uma coisa amadora, doméstica, como se tudo que está no vídeo estivesse acontecendo na sua sala. Eu vi, por exemplo, esta cena: o apresentador diante da câmera, a anunciar os números do programa; de repente, passa um cara por trás dele, que não tem nada a ver com o que está sendo mostrado. Mas isto não cria qualquer problema: o apresentador continua falando como se nada tivesse acontecido.”

Em 1988, após enfrentar alguns problemas de saúde, Silvio resolveu dividir parte do seu domingo com Gugu Liberato, que passou a comandar segmentos como “TV Animal”, “Passa ou Repassa”, “Cidade Contra Cidade” e o “Domingo Legal”.

Essa tendência em reduzir sua presença no vídeo prosseguiu até 2008, quando o apresentador retomou sua participação na programação dominical com o lançamento do novo “Programa Silvio Santos”, com cinco horas de duração e composto por quadros apresentados num mesmo cenário e para uma mesma platéia (de forma semelhante a outros programas do tipo contêiner).

Veja abaixo algumas chamadas que mostram a evolução do “Programa Silvio Santos”.

1983 (postado por levyfioriti)

1988 (postado por Tratorrgs)

2008 (postado por lisarosa)