Sempre quis fazer uma marca para uma rede de televisão e poder cuidar de toda a imagem de uma emissora. Fiz diversas tentativas com a Bandeirantes, Record, Globo, SBT, mas foi inútil, eles já consideravam satisfeitos com suas respectivas marcas e logos.
Um santo dia, Oscar Bloch ligou do Rio de Janeiro e me ofereceu a oportunidade que tanto esperava: encarregou-me de fazer a marca para a Rede Manchete de Televisão. Só tinha um pequeno problema, não havia verba para pagar a nova imagem da rede. Não podia dar outra resposta, aceitei. Também não podia deixar de atender os amigos Oscar e Adolpho, que sempre foram muito corretos com a DPZ.
A encomenda era simples e clara. O Jaquito, diretor do grupo, pediu que a marca mostrasse as cinco áreas de atuação: as rádios AM e FM, a editora, a gráfica e a televisão. Tinha que juntar os cinco elementos numa só imagem. Não foi fácil achar o caminho, mas finalmente cheguei ao “M” da Manchete, com os cinco pólos nas extremidades. Era uma ótima solução, a marca passava a idéia do mundo da tecnologia eletrônica. Fiquei entusiasmado com a solução tão genial e eles aprovaram a marca num piscar de olhos. Também, pelo preço que estavam pagando, era uma maravilha.
O triste do caso é que eles pegaram a marca e suas aplicações e nunca mais participei ou fui consultado de coisa alguma. Em compensação, tem uma ótima anedota a respeito desta marca. Um dia, mostrei um livrinho que tinha editado com algumas marcas a um colega de profissão em Barcelona. Quando chegou na marca da Manchete, ele virou o livrinho de ponta-cabeça e falou: “Petit, esta é a marca da Westinghouse ao contrário”. Ninguém no Brasil tinha se dado conta dessa coincidência.
Trexo extraído do livro “Marca e meus personagens”, de Francesc Petit, da Editora Futura. Este livro é uma ótima chance de conhecer alguns dos principais trabalhos realizados por Francesc Petit, um dos principais nomes da publicidade e do design brasileiro, além de ser uma grande referência sobre a história de algumas das maiores marcas de todos os tempos.
Blota Jr. foi o mestre-de-cerimônias de muitos dos momentos mais importantes da história da televisão brasileira: os festivais que projetaram nomes como Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Jair Rodrigues e Elis Regina; as apresentações históricas dos maiores artistas internacionais nos palcos brasileiros; as edições mensais do “Show do Dia 7”, que revelavam toda a versatilidade de um elenco de ouro; os “game-shows” que até hoje são imitados, como “Esta Noite se Improvisa” e “Guerra é Guerra”.
Sua elegância e grande cultura ficaram gravadas na memória de todos os telespectadores que tiveram o privilégio de assisti-lo e ainda serviu de escola para uma grande geração de comunicadores que buscou aperfeiçoar seus conhecimentos e qualidades a fim de, pelo menos, chegar um pouco mais perto deste grande nome.
José Blota Junior é de Ribeirão Bonito-SP, uma cidade que fica a 270 quilômetros da capital paulista. Começou a trabalhar cedo, aos 12 anos, no jornal “Correio d’Oeste”. Ainda jovem, cobria lutas de boxe para “O Esporte”, assinando suas matérias com o pseudônimo Joe Palito.
Em 1939, foi para São Paulo com o objetivo de formar-se em Direito na tradicional Faculdade do Largo do São Francisco. Ao mesmo tempo, buscava ser locutor, sem nunca esmorecer na sua intensa luta por isso (mesmo após ter sido reprovado em cinco testes). Sua primeira oportunidade frente ao microfone foi na inauguração do autódromo de Interlagos.
Logo conseguiu uma oportunidade na Rádio Cosmos, seguindo depois para a Rádio Cruzeiro do Sul. Em 1943, ingressou na Rádio Record. Durante esta fase, Blota havia construído uma carreira importante como locutor, comentarista e cronista esportivo. Foi na rádio de Paulo Machado de Carvalho que ele estreou como apresentador, comandando, em 22/7/1943, o programa “Prêmio ou Castigo”. Sua versatilidade chamou à atenção dos diretores da emissora, que lhe deram a oportunidade de comandar diversos programas, inclusive a cerimônia de inauguração da TV Record, em 27/9/1953, ao lado de Sônia Ribeiro (com quem havia se casado em 1946 e viria a ter três filhos).
Aliás, foi ao lado de Sônia Ribeiro, cujo nome verdadeiro era Neyde Mocarzel, que Blota Jr. também comandou os festivais de música da TV Record e as edições do Prêmio Roquette-Pinto.
Em paralelo à sua atividade como comunicador, Blota também exerceu a profissão de advogado, foi diretor artístico da Rádio Record, diretor-superintendente da Rádio Panamericana, diretor da agência de publicidade Dínamo e da fábrica de bicicletas Calói. Também se dedicou à política, elegendo-se vereador e deputado por diversas vezes, além de ter sido, nos anos 1980, secretário de comunicação do Governo de São Paulo durante a gestão de Paulo Maluf.
Em 1985, após ter trabalhado mais de 40 anos na Rádio e Televisão Record, Blota Jr. aposentou-se, mas, logo no ano seguinte, foi contratado pela Rede Bandeirantes, onde apresentou, em horário nobre, um programa de auditório que levava o seu nome. Ainda na Bandeirantes, Blota participou da cobertura das Eleições 1989 e do programa “Canal Livre”.
No final de 1999, aos 79 anos de idade, Blota Jr. faleceu. Sua história, talento, cultura e versatilidade posicionaram a televisão brasileira num patamar muito mais elevado, provando que é possível conquistar, ao mesmo tempo, qualidade e grande audiência.
O encerramento das transmissões diárias sempre foram cercados de muita cerimônia. O prefixo do canal, a lista completa das emissoras afiliadas, os nomes de toda a equipe técnica, a programação do dia seguinte, votos de bom descanso, enfim, foram muitas as informações que já passaram pelas TVs durante as madrugadas e que antecediam as color bars e o interminavel piiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Muitos até sentiam medo com alguns desses vídeos!
A seguir, seguem três exemplos muito curiosos de encerramentos de programação. O primeiro é da Venevision, da Venezuela, e foi apresentado em 1987 (reparem nos equipamentos e nos efeitos visuais empregados na época). O segundo vídeo é chileno e permaneceu no ar por muitos anos na UCTV - Canal 13 (”Até amanhã… Se Deus quiser!”). Já o terceiro é brasileiríssimo: Rede Tupi de Televisão, de 1977, com direito à imagens raríssimas de Chacrinha, Clóvis Bornay, Lolita e Airton Rodrigues!
A década de 1990 marcou profundamente a história da Rádio e Televisão Portuguesa (RTP), empresa pública de radiodifusão em Portugal. A abertura do setor (que antes era um monopólio estatal) para a iniciativa privada em 1992 trouxe à RTP uma série de dificuldades, provocadas, principalmente, pelo crescimento da concorrência. Segundo o “Programa Fênix de Reestruturação da RTP”, entre 1995 e 2002, a audiência dos canais RTP caiu de 48% para 22%, ao mesmo tempo que os custos elevavam-se cada vez mais, chegando até a configurar uma situação de falência técnica. O excesso de cargos, divisões e empresas davam à RTP uma estrutura administrativa altamente complexa e cara, que dificultava ainda mais qualquer iniciativa de dinamização da gestão e redução de despesas.
Tudo isso vinha impedindo que sua atividade como serviço público fosse executada a contento, acarretando menores audiências e queda no nível de qualidade das atrações. Vale lembrar que lá, além das verbas estatais, a TV pública vive também com verbas vindas do mercado publicitário.
Em 2002, foi desenvolvido um grande plano que visava colocar a RTP definitivamente nos eixos. Muitas iniciativas já haviam sido desenvolvidas ainda naquele ano como o começo da redução de custos com programação, a venda de negócios que não fizessem parte do foco de atuação da empresa, além do início do processo de reposicionamento dos canais abertos e fechados do grupo. Porém, os principais passos do “Programa Fênix”, como foi chamado o projeto, foram dados em 2003 e envolviam mudanças profundas em prazos curtíssimos: criação de um canal a cabo voltado ao resgate do acervo de quase meio século da RTP; reestruturação dos canais Internacional, África, Madeira e Açores; redução de custos e modernização das áreas técnica, programação e de pessoal; extinção de departamentos e venda de patrimônio excedente; construção de novos estúdios; entre muitas outras ações, com destaque especial para o lançamento de uma nova identidade visual para a nova Rádio e Televisão de Portugal (sucessora da antiga Rádio e Televisão Portuguesa).
O novo sistema de identidade visual da RTP foi lançado no dia 6 de janeiro de 2004 e, segundo nota divulgada pela empresa, “a adopção de uma marca corporativa comum para todo o universo Rádio e Televisão de Portugal tem por objectivos promover uma imagem forte, evitando a dispersão, fomentar o espírito de grupo entre os trabalhadores das várias empresas, racionalizar custos com serviços de terceiros e publicidade, e assegurar uma presença exterior homogénea e facilmente reconhecível”.
Essa nova marca foi incorporada por todos os veículos do grupo. A simplicidade de suas formas, que foram inspiradas nas barras horizontais da marca anterior, mostrou-se ser ideal para as diversas aplicações realizadas, inclusive em diversas cores, sem prejuízo de compreensão (muito pelo contrário). Esse sistema, altamente complexo devido ao seu tamanho e alcance, atingiu seu objetivo de unir, de forma clara e moderna, todas as atividades da empresa pública portuguesa de rádio e televisão.
Como conseqüência direta disso, ainda em 2004, a RTP1 (principal canal do grupo) foi eleita, no estudo “Marcas de confiança 2004”, como a marca de televisão em que os portugueses mais confiam, com 40% das preferências (subindo de 27% em 2003). A RTP voltou a ganhar este prêmio nos anos de 2005 e 2006.
Para saber mais sobre todas essas mudanças, acesse o site do governo português e baixe o arquivo .pdf do “Programa Fênix de Reestruturação da RTP”. Clique aqui e acesse.
Acesse também o site da RTP e baixe o “Kit de Normas” (o manual de identidade visual). Lá também estão disponíveis para download as marcas (em .ai, .gif e .jpg) de todas as empresas e veículos do grupo. http://www.rtp.pt/wportal/grupo/logos_empresa/index.php
O começo das atividades da PRF-3-TV Tupi-Difusora representava, na verdade, dois grandes desafios: o primeiro era fazer com que as pessoas se habituassem à programação e os artistas da nova emissora, e o segundo era fazer com que as pessoas se habituassem à TV em si. Uma dupla missão que tornou ainda mais árdua a tarefa dos nossos pioneiros.
Como forma de acelerar esse processo de adaptação por parte do público, muito foi feito para explicar exatamente do que se tratava aquela nova caixa iluminada que passaria a ser peça obrigatória das salas de todos os brasileiros. Para isso, muitos apelidos foram empregados e um deles, que para muitos era o mais adequado, foi usado à exaustão: “rádio com imagens”.
Transferir a popularidade do maior entretenimento da época para aquele que estava nascendo não era uma estratégia inédita, já que muito do cinema mudo, por exemplo, veio do teatro. Essa receita foi novamente usada, sendo, dessa vez, o rádio a principal fonte de talentos, programas e até esquemas comerciais. Tudo (ou praticamente tudo) do que se viu nos primeiros tempos da TV já era parte da vida das pessoas através das rádios Associadas paulistanas Tupi e Difusora (que, como se pode ver, emprestaram até seus nomes à nova estação).
A identificação gráfica da nova televisão também veio do rádio. Muitos podem se perguntar como isso era possível, visto que o rádio não tem imagens. É que o rádio, além de ceder seu nome, cedeu seu símbolo, que já era muito familiar para os ouvintes paulistas (especialmente devido à maciça divulgação feita através dos jornais e revistas Associadas): era o índio guerreiro da PRG-2 que, com seu olhar fixo no horizonte, sua lança na mão e seu físico trabalhado, impunha respeito.
Respeito e tradição: dois valores que justificam a adoção, pela nova emissora televisiva, do bravo índio como símbolo. Ele transferia para o vídeo, além da sua cara fechada, todo o respeito e tradição conquistada pela Rádio Tupi paulistana.
Porém, o começo da televisão envolvia um trabalho muito complexo e falhas, especialmente técnicas, freqüentemente aconteciam. E quando elas aconteciam, recorria-se ao índio guerreiro, que permanecia, às vezes horas a fio, firme, bravo e olhando para o horizonte.
O público não perdoa. Insatisfeito com as constantes interrupções, ele passou a transferir para a imagem do índio a idéia de algo enfadonho. Chegou-se até a cunhar a seguinte expressão: “Você é mais chato que o índio da Tupi!”. Quando uma coisa dessas começa a acontecer e sua marca, antes tão respeitada, passa a ser sinônimo de coisa ruim, é chegada a hora de se fazer algo para mudar isso. E rápido.
Mario Fanucchi, então responsável pela feitura das cartelas que abriam e encerravam os programas e transmissões (o primeiro diretor de arte da nossa TV), propôs algo que viria a marcar para sempre a vida de várias gerações de brasileiros: em substituição àquele grande índio sério, entraria no ar o pequeno e simpático Tupiniquim. Os traços desse menino-índio eram, segundo o próprio Fanucchi, inspirados na estética Disney, que, na época, estava ainda se consolidando no cenário internacional.
O risonho índio serviria para amansar o telespectador impaciente e, ao mesmo tempo, aproximar o canal do público infantil. O indiozinho também trouxe consigo outra revolução: ele, como a marca do canal, passou a interagir também com os títulos e artistas das atrações através de belíssimas ilustrações.
Isso deu uma nova dinâmica para a televisão brasileira e essa experiência altamente bem-sucedida serviu de base para todas as outras televisões Associadas que foram inauguradas depois e também para as concorrentes, que enxergaram nos mascotes uma forma de contornar problemas e fidelizar seu público.
Para saber mais sobre essa belíssima história, não deixe de ler o livro “Nossa próxima atração: o interprograma no canal 3”, de Mario Fanucchi, publicado pela Edusp.
Quinta-feira (8/5) entra no ar o primeiro espaço da Internet dedicado exclusivamente para a indicação de livros sobre televisão: é a coluna Tele Estante, no portal Tele História.
A partir desta semana, além da coluna semanal Televisionado (às segundas), também estarei nessa nova coluna quinzenal para mostrar as melhores publicações sobre TV em diversos aspectos: história, design, linguagem, biografias e muito mais!
A Tele Estante sempre contará com um convidado de renome que também dará suas sugestões e, na estréia, você lerá as dicas de um dos maiores nomes da área de pesquisa em teledramaturgia em toda a América Latina: Prof. Dr. Mauro Alencar, consultor da Rede Globo e autor dos livros “A Hollywood Brasileira” e ”Selva de Pedra” (adaptação da obra de Janete Clair).
Então, não perca: a partir desta quinta, no portal Tele História, a coluna Tele Estante!
Entre os dias 10 e 12 de maio os maiores produtores de televisão e telenovela do mundo estarão discutindo a evolução e o futuro deste gênero que a cada dia ganha mais público e maior destaque no universo do entretenimento. E, em conseqüência disso, vem recebendo altos investimentos para produção de países que até então eram apenas compradores da “lata”, ou seja, do produto pronto: Inglaterra, França e Coréia são alguns bons exemplos.
Como epicentro dos negócios televisivos e da telenovela: Miami, nos Estados Unidos, por concentrar grandes representantes das maiores empresas de TV do mundo e um gigantesco público de “habla hispânica”.
Um dos aspectos de maior importância e tendência mundial da telenovela tem sido a exportação do “formato”, do texto. Neste sentido, há que destacar-se a bem sucedida experiência de Betty, La Fea (produção original da colombiana RCN).
Do Brasil, a direção do evento convidou Mauro Alencar, consultor e pesquisador da Rede Globo, doutor em Teledramaturgia da Universidade de São Paulo (USP), membro da Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación (ALAIC) e autor de livros de sucesso como “A Hollywood Brasileira” e “Selva de Pedra” (adaptação da novela de Janete Clair).
Mauro Alencar vai apresentar um vasto panorama da telenovela no Brasil com diversos aspectos, desde a modernização e industrialização do gênero, no início da década de 1970, com Irmãos Coragem e O Bem-Amado até produções mais recentes como Terra Nostra e O Clone.
Foram muitas as campanhas que o jornalista, empresário, advogado, Senador, mecenas, fazendeiro, Embaixador e “repórter do jornal Alto Madeira” (como gostava de se auto-intitular) Assis Chateaubriand liderou através dos seus Diários e Emissoras Associadas. A manchete deste artigo refere-se justamente a uma dessas campanhas: a pelo reflorestamento e plantio de capins Jaraguá e Colonião para ampliar as forragens da Bahia. “Há na Argentina e Uruguai toda uma aristocracia cuja base é o capim”. “Baianos! Vamos todos para o pasto, que é de capim que vive o homem!”.
Lançamento do primeiro torneio internacional de Xadrez do Brasil; defesa do cultivo da mandioca, do caju, dos cafés nobres e do algodão-mocó; luta contra a lepra; valorização da cultura sertaneja com a criação da “Ordem do Vaqueiro” (depois “Ordem do Jagunço”); retorno dos beija-flores às cidades; implantação de museus regionais de arte: difícil encontrar um assunto que não tenha sido alvo de alguma iniciativa de Chatô.
A televisão brasileira é também resultado direto de toda essa energia, visto que sua implantação foi no sentido contrário de todas as previsões pessimistas dos especialistas internacionais.
A TV Tupi trouxe uma série de benefícios para o Brasil e um deles foi a maior divulgação e valorização da cultura indígena. Em 1949, os Associados já haviam realizado uma campanha pela criação da “Rede de Cultura Tupi”. Aliás, aqui vai uma curiosidade: a idéia de batizar as primeiras rádios de Assis Chateaubriand com o nome “Tupi” veio do escritor e grande ufanista Monteiro Lobato. No livro Brasil, primeiro: a história dos Diários Associados, o autor Glauco Carneiro conta essa história através da reprodução do trecho de um texto escrito por Chatô que conta como se deu esse momento importantíssimo:
“Lobato foi, uma temporada, colaborador permanente de ‘O Jornal’. Vinha ao nosso escritório, no Rio, sentava-se e ficava a informar em voz alta os programas de vida, que esboçara levar para Nova York. – Tupy Company! Tupy Company! Tupy Company! – eis os dizeres dos luminosos dos escritórios que planejava abrir na Broadway, tão cedo para aquela metrópole se mudasse. O nome indígena ficou-nos gravado na memória. Pedidas as duas primeiras concessões de “broadcastings”, o nome “Tupi” de Lobato era levado ao nosso diretor do departamento de rádio – Antônio de Alcântara Macahdo. Ele o aprovou com alvoroço”.
Com o nascimento da primeira rádio do grupo – a Tupi do Rio de Janeiro, em 1935 – nascia também a tradição Associada de batizar todas as suas estações de rádio e TV com nomes de origem indígena: Baré, Borborema, Cariri, Corumbá, Guarani, Itacolomi, Itapoan, Marajoara, Piratini, Poti, Tamoio, Tupã, Tamandaré, entre muitos outros.
Para saber mais, não deixe de ler Brasil, primeiro: a história dos Diários Associados, de Glauco Carneiro, editado pela Fundação Assis Chateaubriand.
TeleEstante
A partir desta semana, aqui no Televisionado, você terá sempre uma dica de livro sobre história e design na televisão brasileira e internacional.
Excepcionalmente nesta estréia, não teremos somente uma recomendação, mas sim três: TV Tupi: uma linda história de amor (escrito pela presidente da Pró-TV, a atriz Vida Alves), Rede Manchete: aconteceu virou história (de Elmo Francfort, diretor de comunicação, marketing e eventos da Pró-TV e diretor de comunicação da Rede NGT) e A queridinha do meu bairro (da atriz, advogada e diretora jurídica do Pró-TV Sonia Maria Dorce). Todas essas obras foram publicadas pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e fazem parte da “Coleção Aplauso”, coordenada por Rubens Ewald Filho.
Todas as três publicações primam pela clareza, organização e exposição de uma grande carga de informações preciosas e raras, indispensáveis para todos aqueles que vivem e estudam televisão. Além de toda esta parte de pesquisa, não se pode deixar de notar o quanto a paixão dos autores pelos seus trabalhos e pela TV influenciou positivamente nessas obras, sem deturpar informações ou deixar de mencionar todas as facetas dessas grandiosas histórias.
Recomento fortemente esses livros e mando meus parabéns aos autores dessas obras-primas: Vida Alves, Elmo Francfort e Sonia Maria Dorce. Graças à vocês, agora podemos voltar a ter alguns dos melhores momentos da TV vivos nos nossos olhos, corações e estantes!
Estou realizando uma importante pesquisa para a ESPM/RJ (Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro) cujo tema central é a Rede Tupi de Televisão. O objetivo é descobrir o que pensam sobre TV aqueles que tiveram o privilégio de assistir à Rede Tupi.
Então, foi criado um formulário para que aqueles que tenham entre 35 e 65 anos de idade e possuam TV por assinatura em casa (isso porque a variedade de canais existentes na TV fechada é maior, o que amplia a área de estudo) possam responder e participar.
Caso você se enquadre nesse seleto grupo de telespectadores da Tupi, participe respondendo o formulário - clique aqui para baixar - e o enviando preenchido por e-mail para fm.televisionado@gmail.com
Para participar, não são exigidos dados confidenciais nem qualquer tipo de documento.
Início adiado para 10 de maio! Dias: 10, 17 e 24 e 31 de maio de 2008
sábados de 9h às 13h
Investimento: R$200,00
Inscrições até 08/maio no IAV - Av. Epitácio Pessoa, 1664 - 8 º andar
Este curso (promovido pela UniverCidade/IAV) será composto por 4 aulas com a duração de 3 horas com a projeção e comentários de trabalhos profissionais. Serão quatro sábados, das 10h às 13h onde os alunos serão apresentados a 4 profissionais atuantes no mercado de televisão, cinema e animação. Cada palestrante fará uma apresentação de seu portifólio.
Pojucan, vídeo designer, vai mostrar o trabalho de vídeo design do programa Casseta& Planeta Urgente onde criou durante 14 anos toda a parte de vídeo design. Em seguida irá debater e responder questões sobre a concepção de vídeo design para programas de televisão.
João Velho, pesquisador, cineasta e artista de motion graphics. Irá mostrar o seu trabalho e debater sobre motion graphics desde o seu surgimento até os nossos dias e a importância do motion graphics na criação de uma estética e de uma linguagem.
Ricardo Moyano, coordenador de criação da Globosat com experiências em Barcelona. Irá mostrar os últimos trabalhos feitos por ele e debater sobre criação de identidade visual para programas de televisão.
Rogério Costa, diretor de arte e motion designer. Vai mostrar o seu trabalho em televisão e dar maior ênfase em seu trabalho para cinema, debatendo o uso do motion graphics em aberturas de filme Mostrando todo o processo criativo ate o resultado final.
Uma oportunidade única de esclarecer vários aspectos ainda desconhecidos da criação para cinema e televisão!
Agenda deste curso:
03 de maio Pojucan: Vídeo designer e artista visual
Tema: Analisando um caso
10 de maio
João Velho
Artista de Motion Graphics e cineasta
Tema: Motion Graphics como fenômeno de linguagem e tecnologia
17 de maio
Ricardo Moyano
Designer, coordenador de criação da Globosat
24 de maio Rogéro Costa
Diretor de Arte
Processo de criação em motion graphics para cinema e televisão